segunda-feira, 16 de abril de 2018

STOP AOS "Is"

Após o estudo do texto "Parece impossível mas sou uma nuvem" de José Gomes Ferreira, foi analisado o texto "Ser Diferente" do filósofo, poeta e ensaísta português Agostinho da Silva
Posteriormente, foi-lhes pedido que reescrevessem o texto substituindo todas as palavras que apresentassem a letra "i" por palavras sinónimas ou expressões com sentido semelhante, mas sem "is". 


Não ser comum

Só há uma salvação para o que não é comum é ser não comum até à conclusão, com todo o valor, toda a robustez e toda a forte despreocupação; tomar as reações que nenhuma pessoa toma e usar os métodos que nenhuma pessoa usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as regras eternas, as não documentadas, ante a regra leve ou as obsessões do momento; na conclusão de todas as batalhas - batalhas para os outros, não para ele que as percebe - há-de provar veneração  e controlar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca fez sons; e elas uma vez hão de reconhecer que fora extremamente forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos.

Rita Silva - 8ºA


Não ser vulgar
Só há uma salvação para o que não é vulgar é não ser comum até à meta, com todo o valor, toda a força e toda a forte robustez; tomar as ações que nenhuma pessoa toma e usar os modos que nenhuma pessoa usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as normas eternas, as não documentadas, ante a norma fugaz ou a vontade do momento; no completar de todas as batalhas - batalhas para os outros, não para ele que as percebe - há-de despertar a atenção  e comandar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca balou; e elas em algum momento hão de reconhecer que era ele o assaz forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos.

Patrícia Silva - 8ºA


Ser não comum
Só há uma salvação do que não é vulgar é não ser semelhante até ao desfecho, com todo o valor, toda a robustez e toda a forte fleuma; tomar as reações que nenhuma pessoa toma e usar os métodos  que nenhuma pessoa usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as regras eternas, as não documentadas, ante a regra leve ou os maus costumes do momento; na conclusão de todas as batalhas - batalhas para os outros, não para ele que as percebe - há-de provocar veneração  e controlar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca fez sons; e elas uma vez hão de reconhecer que fora extremamente forte e as soube defender  qualquer tempo dos ataques dos lobos.

Madalena Velez (8ºA)


Ser "anormal"
Só há uma salvação do que não é destacado é não ser destacado até ao remate, com todo o valor, todo
o fortalecer e toda a dura arte; tomar a reação que nenhuma pessoa toma e usar os planos  que nenhuma pessoa usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as regras eternas, as não compostas, ante a regra leve ou os desejos do momento; no remate de todas as batalhas - batalhas para os outros, não para ele que as percebe - há-de provocar a homenagem  e controlar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca falar; e elas uma altura hão de reconhecer que era ele o anormalmente forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos.

António Simões (8ºA)


quarta-feira, 11 de abril de 2018

ESCRITA CRIATIVA: 7 X 7 X 7

Foi pedido aos alunos que abrissem um livro na sétima página,  que localizassem o sétimo parágrafo e que iniciassem um poema com a sétima frase.  Este deveria apresentar sete versos e rimas.
Eis alguns resultados...

"E MINHA AMA! POBREZINHA!
E minha ama! Pobrezinha!
Chora e chora...
Pensa que está sozinha.
De repente vai-se embora
E deixa a outra filhinha,
Sozinha... cá fora
E a filhinha! Pobrezinha!

Ana Aquino (8ºA)



A MINHA MÃE CONSEGUIA...
A minha mãe conseguia lavar a loiça
Não há nada que não oiça
Principalmente as asneiras que dizia!
Ela vive em Leiria
Ela tem uma doença:
Adora a sua tia
Por causa da herança!

Diogo Oliveira (8ºA)



EM DADA ALTURA
Viver com tempo
É como uma travessura
Vivida com sentimento
Não é grande doçura
É como um documento
Com a nossa sepultura
Será  esse o melhor pensamento?

Afonso Lopes (8ºA)



AMPLITUDE TÉRMICA ANUAL
Amplitude térmica anual
Vista por vários
Como coisa anormal...
Se procurarmos nos armários
Não a iremos encontrar
O que nos deixa a pensar
Sem parar!...

                                                                                        António Simões (8ºA)



ASSUNTO FOCADO NO ARTIGO É... 

Assunto focado no artigo é...
Uma mãe
Que teve um bebé
Que nasceu em Santarém
Chamava-se José
Falava muito bem
Mas...só dizia "Chulé"!

Afonso Brás (8ºA)



                                                                          NA ÁSIA E NA AMÉRICA LATINA
Na Ásia e na América latina
No planeta Terra
Vivia uma menina
Que era uma fera
Sua mãe, a Tina,
Viveu na outra era
Onde não existia cantina!

Ilda Santos (8ºA)



OS FATORES QUE INTERFEREM



Os fatores que interferem
São poucos mas interessantes
Só alguns a eles aderem
E ficam todos logo ignorantes.
Todos agora preferem
Coisas muito mais elegantes
Já para não falar das mais hilariantes!

Madalena Velez (8ºA)




DEU-SE A DEGRADAÇÃO

Deu-se a degradação
Da era tecnológica
Mas com muita emoção
Fizemos a lógica
Com o coração
Preparamos a era ecológica
Mas com muita confusão!!!...

Rita Silva (8ºA)


CONSOLIDA APRENDIZAGENS


Consolida aprendizagens
Nesta escola
Vendo paisagens
Com lanches na sacola
Sempre a fazer viagens
Para ver as espanholas
E ter miragens!

Joaquim Vieira (8ºA)




A DIFUSÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

A difusão científica e tecnológica
É coisa de rodar e pensar
Pois, como tem lógica
Há quem queira sonhar e imaginar
Que tal coisa é fantasmagórica
Mas quem pensa isso está a alucina
Pois, lá no fundo, importante é brincar!

Tomás Sousa (8ºA)


O PAPEL DA TELEVISÃO


O papel da televisão
Será importante?
Para mim...
Não!
E os tais ficarão
Sem saber se ficam
Ou se vão!

Tomás Valente (8ºA)


UM JOVEM É CONSIDERADO OBESO


Um jovem é considerado obeso
Quando é preso
Pelo seu excesso de peso.
Os seus amigos figidos
Ficaram desililudidos
Mas para sempre amigos.
Por fim, o jovem decidiu emagrecer.

Ana Rita (8ºA)



NA AMÉRICA LATINA



Na América latina
Gosta-se muito de dança
Come-se gelatina
Para encher a pança.
Logo pela matina
"Cuidado para não partir a balança!"
Diz a menina.

Laura Lopes (8ºA)



PESCA LOCAL

Pesca local
Feita no rio
De Pombal.
Está frio.
Mais que o normal.
Até perdi o pio!
Mais vale ir para um país tropical!

Patrícia Silva (8ºA)


NÃO TINHA LUZ DE BRILHAR


Não tinha luz de brilhar
Pela minha paixão.
Queria amar?
Abrir o coração?
Começar a viajar?
Ou será ilusão?
Quero tentar!...

João Azevedo (8ºA)




MANOS

Manos,
Alguns normais outros diferentes
Uns matarruanos
E outros deficientes
Parecem muçulmanos
Feios e sem dentes
Mas são todos corajosos e valentes.

João Ferreira (8ºA)


sábado, 13 de janeiro de 2018

EXERCÍCIOS DE ESTILO: N+7 (Transformação de provérbios)

Na sequência do estudo do conto "Mestre Finezas" de Manuel da Fonseca, foi pedido aos alunos que procedessem  à alteração de provérbios subordinados ao tema "velhice".
Para tal, começaram por sublinhar os nomes presentes nos provérbios. Depois, com a ajuda de dicionários, substituíram-nos pelo sétimo nome constante no dicionário (depois desse). Eis alguns resultados do 7ºB.

"Juventude leviana faz velhice desolada." (Provérbio original)

Karaté leviano faz velhustro desolado.
Labareda leviana faz vencimento desolado.
Karting leviano faz velório contente. 


"Mocidade ociosa não faz velhice contente." (Provérbio original)

Modernismo ocioso não faz venda contente.
Moderação ociosa não faz vencimento contente.
Moderador ocioso não faz velório contente.
Modificação ociosa não faz veneração contente.




"A velhice é a depositária da experiência."  (Provérbio original)

A veneração é a derisão  da exploração.
O vencimento é o depressor do explicador.
O velhusco é o depreciador do expiador.
O velório é o dérbi da explicadora.
O vencimento é a depradação da explicação.
A venalidade é a depuração da exposição.
O vencimento é a depreensão da explosão.
A venda é a depradação da explosão.
O vencilho é o depressor da exposição.




"Antes velho ajuizado  que moço desatinado."  (Provérbio original)

Antes velino ajuizado que modalidade desatinada.
Antes velígero ajuizado que moda desatinada.
Antes vencilho ajuizado que modorra desatinada.
Antes velífero ajuizado que moçalhão desatinado.
Antes vencimento ajuizado que mocidade desatinada.
Antes veludo ajuizado que mochila desatinada.
Antes velinha desatinada que modalidade desatinada.




"Vinho, ouro e amigo, quanto mais velho melhor." (Provérbio original)

Viola, outubro e amor, quanto mais velhos melhores.
  Vinicolorímetro, outeiro e amiloplasta, quanto mais velhos melhores.
Violência, outubro e amónia, quanto mais velhos melhores.
Violência, ovação e amnésia, quanto mais velha melhor.

Vinificação, ouvido e amolador, quanto mais velhos melhor.
Violação, outubro e amoníaco, quanto mais velhos melhor.
Vinhote, outão  a amilopsina, quanto mais velhos melhor. 


"Nem cantor surdo nem barbeiro mudo."   (Provérbio original)

Nem canyoning surdo nem barbicacho mudo.
Nem capa surda nem bário mudo.
Nem caos surdo nem barca muda.
Nem canzeiro surdo nem barbica muda.
Nem caos surdo nem barca muda.
Nem capa surda nem bário mudo.
Nem capacete surdo nem barça muda.
Nem canzarrão mudo nem barbiças mudas.




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

NÚMERO PUXA PALAVRA

Algazarra…

Uma borboleta voava,
Dois rapazes a tentava apanhar.
Três abelhas a viram chegar e
Quatro gritos a ouviram dar.

Cinco sapos puderam ajudar, depois de mais
Seis rapazes a eles se terem juntado.
Sete flores começaram a cair de
Oito ramos de cada jardim.
Nove casos tiveram de tratar, depois de
Dez cães os tentarem apanhar!!!


Madalena Velez (7ºA)


Quarto desarrumado

Um quarto bonito
Duas camas para fazer
Três roupas para dobrar
Quatro gavetas para fechar
Cinco peluches no chão
Seis livros na mesa-de-cabeceira
Sete almofadas fora do sítio
Oito bases a manchar
Nove esponjas fora do lugar e…
Dez pessoas a tentar melhorar a situação!

                                    Ana Aquino (7ºA)


Manicómio Animal

Um golfinho a correr
Dois leões a voar
Três gaivotas a nadar
Quatro dragões a dançar
Cinco crocodilos a cantar
Seis cobras a brincar
Sete lobos a miar
Oito dinossáurios a beber
Nove cavalos a escavar e…
Dez ovos a chocar!

João Azevedo (7ºA)


Poema

Uma palavra
Duas letras
Três números
Quatro pontos
Cinco erros
Seis vírgulas
Sete estrofes
Oito rimas a rimar
Nove palavras que faltam
Dez poemas já escritos e …
Onze emoções para partilhar!

Rita Silva (7ºA)


Compras

Um shopping
Duas lojas de maquilhagem
Três lojas de roupa
Quatro lojas de calçado
Cinco raparigas a comprar
Seis batons escuros puseram
Sete calções experimentaram
Oito vestidos compraram
Nove sapatos de salto alto usaram
Dez horas no Shopping demoraram

Ana Rita Ferreira (7ºA)




Futebol à maneira

Uma época para jogar
Dois jogos por acabar
Três guarda-redes para treinar
Quatro campos por explorar
Cinco jogador a jogar
Seis balizas por montar
Sete pessoas a equipar
Oito bancadas por remodelar
Nove linhas por pintar
Dez jogos o Atlético vai ganhar!

Afonso Reis (7ºA)



Vida de estudante!...

Uma professora a falar
Dois alunos a ouvir
Três auxiliares a ralhar
Quatro TPC para fazer
Cinco exercícios por resolver
Seis intervalos para brincar
Sete livros para ler
Oito amigos para ajudar
Nove colegas na sala e…
Dez testes para fazer!

Afonso Lopes (7ºA)




Cacofonia animal

Um leão a rugir
Dois lobos a uivar
Três vacas a mugir
Quatro galinhas a cacarejar
Cinco cavalos a relinchar
Seis gatos a miar
Sete cães a ladrar
Oito pássaros a chilrear
Nove macacos a guinchar
Dez ovelhas a balir!

Ilda Santos (7ºA)



O nascimento

Um menino a nascer
Dois pais a chorar
Três filhos a esconder
Quatro lágrimas do seu olhar.
Cinco pessoas a desesperar,
Seis cirurgiões a operar
Sete membros do novo ser.
Oito instrumentos a ajudar
Nove pessoas a viver.
Dez horas de loucura,
Onze minutos de ternura


Tomas Valente (7ºA)




Vida

Uma idosa a dormitar
Dois adultos a trabalhar
Três jovens-adultos a ralhar
Quatro adolescentes a implicar
Cinco pré-adolescentes a teclar
Seis crianças a brincar
Sete bebés a chorar
Oito recém-nascidos a despertar
Nove fetos a medrar

Dez humanos a VIVER!

 Patrícia Silva (7ºA)


Bactérias

Uma para começar
Dois para continuar
Três para multiplicar
Quatro para um vírus formar
Cinco para incubar
Seis para infetar
Sete a treinar
Oito ou…
Nove a preparar
Dez para o mundo DOMINAR!
Onze bactérias…

Tomás Sousa (7ºA)


Primeiro dia de escola

Um rapaz vai à escola
Dois amigos vai conhecer
Três professores vai ouvir
Quatro vezes vai escrever
Cinco amigos com ele vão lanchar
Seis vezes vai saltar
Sete vezes vai cair
Oito vezes à enfermaria vai
Nove telefonemas à mãe fara
Dez dias em casa ficará!...

Afonso Brás (7ºA)


Vida Animal

Um cão a ladrar
Dois patos a nadar
Três porcos a roncar
Quatro vacas a pastar
Cinco cavalos a galopar
Seis formigas a trabalhar
Sete gatos a miar
Oito macacos pendurados
Nove girafas a partir
Dez joaninhas a voar

Nádia Vieira (7ºA)


Guerra

Um soldado indefeso
Dois aviões de caça
Três inimigos para matar
Quatro bombas para lançar
Cinco sacos de areia a proteger
Seis amigos para ajudar
Sete aviões para dar apoio
Oito tanques inimigos a destruir tudo
Nove paraquedistas a saltar
Dez cadáveres amigos


Diogo Carriço (7ºA)


Comandos à deriva

Uma playstation
Dois jogadores
Três jogos para jogar
Quatro novos quase a sair
Cinco comandos estragados
Seis jogadores para enfrentar
Sete televisões a dar
Oito mil euros de luz
Nove comandos a carregar
Dez medalhas para dar

Diogo Oliveira (7ºA)



Passeio no parque

Uma menina passeava
Dois gatos encontrou.
Três passos deu e
Quatro cães avistou!
Cinco pássaros ouviu, também.
Seis esquilos procurou e
Sete flores cheirou.
Oito amigos descobriu e
Nove começaram a brincar!
Dez - “- Vou apanhar!”.

Laura Lopes (7ºA)

Condução desastrosa

Uma estrada atravessei
Dois amigos encontrei
Três carros avistei
Quatro semáforos derrubei
Cinco cães matei
Seis pneus rebentei
Sete vezes virei
Oito encontros estraguei
Nove motores “pifei”
Dez pesadelos recordarei

João Ferreira (7ºA)


Caçador azarado

Um homem foi caçar
Dois pardais conseguiu avistar
Três pedras fizeram-no tropeçar
Quatro raposas foram-no farejar
Cinco cães foram ajudá-lo
Seis amigos foram levantá-lo
Sete peixes foram pescar
Oito pães foram comprar
Nove caçadores iam lanchar, mas…
Dez javalis roubaram-lhe o petisco!


António Simões  (7ºA)


Estádio cheio

Um rapaz a jogar
Dois outros o foram chamar
Três dias a treinar
Quatro treinadores a avisar
Cinco adversários para enfrentar
Seis colegas o vão ajudar
Sete adeptos o vão apoiar
Oito campos vão pisar
Nove luzes lhes vão apontar
Dez anos vão chutar


Joaquim Vieira (7ºA)





quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

"Dentes de Rato" - Agustina Bessa-Luís


No âmbito do estudo da obra Dentes de Rato de Agustina Bessa-Luís, foi lançado aos alunos um desafio: imaginar que a família de Lourença arranjava forma de acabar com o seu vício de roer maçãs. 


 Eis algumas propostas..


    A mãe de Lourença estava farta de ir à cozinha e encontrar a fruta toda roída, até porque, sem a fruta em condições, não podia fazer os bolos de pêra e maçã de que tanto gostava o pai.
    Ela sabia que tinha de encontrar uma solução, para resolver o problema. Falar com ela, não resolveu; esconder a fruta, também não resultou: tinha um faro tão apurado, que parecia mais um cão… 
    “Porque é que eu tenho de pensar nisto sozinha?”, pensava ela.
    Foi chamar o Falco, a Marta e o Artur para a ajudarem.
    O Artur sugeriu que escondessem a fruta, mas já tinha sido experimentado. A Marta sugeriu falar com ela calmamente, mas também já tinha sido experimentado.
    O Falco, que era calmo, mas também um pouco traquinas, sugeriu bombinhas. ”Bombinhas? Mas bombinhas como?”-  pensaram a mãe e os irmãos.
    O Falco explicou que se pusessem bombinhas na fruteira, estas iriam “rebentar” quando Lourença tentasse ir buscar a fruta para a roer.
    Todos gostaram da ideia.
    No dia seguinte, a fruteira estava cheia de bombinhas. A mãe estava a cozinhar quando viu Lourença a ir, sorrateiramente, até à fruteira. Foi ao pé dela e disse-lhe:
    - Se fosse a ti, não faria isso!
    Lourença ficou com medo e foi-se embora.
    Distraída, a mãe deixou a colher cair em cima da fruteira e… a fruta começou aos estalinhos!...
    Lourença ficou a pensar: “ O feitiço virou- se contra o Feiticeiro!”.
   
                                                                                                       Matilde Lopes - 7ºA 



Fez-se noite. Lourença tinha ido dormir e a sua família ficara na sala para acabar de vez com o seu vício.
A mãe, o pai e os irmãos pensavam. Marta disse logo que não faria parte ativa do plano, mas que daria ideias.
A mãe, depois de algum tempo, disse que seria difícil, mas que tinha tido a ideia de pôr “lagartas-goma” na maçã mais vermelha e apetitosa. Assim, quando Lourença a trincasse, pensaria ter acabado de morder lagartas. Todos concordaram e até combinaram um sinal.
No dia seguinte, Lourença achou todos muito estranhos, principalmente Marta que, nos outros dias, se armava em pancrácia com ela e, naquele dia, não. Sabia, no entanto, por experiência própria, que os adultos eram todos um pouco estranhos. Surpreendeu-se também com as ausências de Artur e Falco que tinham ido à pastelaria e à mercearia comprar doces (gomas) e maçãs vermelhas.
Quando regressaram, Artur e Falco entregaram a “mercadoria” à mãe. Tudo parecia pronto para a missão secreta.
A mãe pediu a Serafina que pusesse as gomas dentro da maçã mas que não se notasse quase nada.
Dado esse passo, o pai pôs a maçã na fruteira e esconderam-se todos, pois Lourença vinha lá. Esta escolheu a maçã “ envenenada” e trincou-a “com todos os dentes que tinha”.Ficou surpreendida e logo lhe saltou à vista uma enorme “ lagarta”.
A família apareceu e Lourença aprendeu a lição.


Mariana Major – 7ºA



Um dia, a mãe de Lourença, farta de ver maçãs meio comidas na fruteira, resolveu parar com o vício da filha.
            Reuniu a família e decretou que, daí em diante, não haveria mais maçãs naquela casa até que Lourença as comesse todas.
            Lourença não aceitou muito bem, foi para o seu quarto e pôs-se a imaginar.
            No dia seguinte, lá foi Lourença à fruteira tentar trincar a sua maçã, mas não lá estava nenhuma. Entrou em pânico. Não passava sem as suas maçãs. Apareceu, então, Marta:
             - Ó maninha, esqueceste que não haverá mais maçãs até perderes esse teu vício de trincar maçãs? Aguenta-te.
            E foi-se embora deixando-a, ali, a olhar para ela.
            Se era assim que elas queriam, então era assim que Lourença lhes “iria dar”.
            Começou a comer as maçãs que tinha escondidas numa caixa, debaixo da cama. Tentava comê-las todas, mas era tão difícil! Tentou, tentou e tentou. Conseguiu. Comeu todas as maçãs mas, desta vez, comeu-as até ao fim.
            Foi ter com a mãe:
            - Mãe, já consigo comer as maçãs todas.
            A mãe, nada convencida, tirou uma maçã que tinha escondido no frigorífico e deu-lha a comer. Lourença fê-lo e a mãe voltou a pôr as maçãs na fruteira, convencida de que a filha tinha perdido o vício.
            No dia seguinte, já lá estava a maçã meio comida na fruteira. Não havia nada a fazer!  Azar!
Mariana Conde – 7ºA

         
Como primo da Lourença, tive de planear um esquema para ela deixar de dar apenas uma trinca nas maçãs ou deixar de comê-las. É que a Serafina gosta muito de fazer bolo e compota de maçã e, quando vai a ver, já não há maçãs inteiras porque Lourença “comeu-as”.
         O meu esquema consistia em maçãs podres. Mandava Serafina ir comprar um quilo de maçãs e escondê-las na cave, onde Lourença nunca ia. Depois, dizia aos “mestres dos esquemas”, Artur e Falco que fossem lá abaixo pôr muitas mantas de inverno e lençóis para que apodrecessem.
         Depois de uma semana a apodrecerem, a Marta, perita em maquilhagem, pintaria as maçãs de vermelho e colocar-lhes-ia perfume para que ficassem como se tivessem sidas colhidas naquele momento. Parecia não haver nenhum problema.
         À medida que a Marta as fosse pintando, passá-las-ia ao pai que era cirurgião. Este cortaria a zona de baixo, colocaria um “comprimido de mau humor” e voltava a voltaria a compor a maçã como se não tivesse feito nada.
         Depois de algum tempo, as etapas já estavam todas cumpridas. Deixamos  Lourença em casa (no seu quarto) e fomos ao café da frente tomar uma bebida.
         Quando chegamos a casa, ouvimo-la gritar e dizer “AI QUE NOJO”.
No dia seguinte … no mês seguinte… e … no ano seguinte… nunca mais apareceram maçãs “mordiscadas” por Lourença

Miguel  Reis  7ºA   



Lourença, como todos sabem, sempre que tirava uma maçã da fruteira, dava uma só “trinca” e abandonava a sua maçã.
Um dia, os seus familiares e a Serafina resolveram impor uma dieta de maçãs à pequena Lourença. Dessa forma, já não se desperdiçariam mais maçãs.
Numa sexta-feira, após o jantar, o pai de Lourença resolveu dizer-lhe o que pretendia. Lourença, quando ouviu o seu próprio pai a propor-lhe tal coisa, ficou de tal maneira triste que passou uma hora a chorar no seu “barco de aventuras’’.
No dia seguinte, às escondidas, foi à cozinha em bicos de pés tentar dar a sua “trinca” habitual. Quando acabou de fazê-lo, foi-se embora, mas, foi apanhada pelo seu maldito irmãozito -  Falco - que foi logo contar à mãe.
Esta foi logo entregar a maçã a Lourença e disse:
- Não, não, minha menina! Agora comes a maçã até ao fim, senão obrigo-te a fazer a dieta de maçãs.
Assim, Lourença decidiu ir para o seu “barco’’ imaginando-se, no país das maçãs, podendo dar trincas infinitas em cada uma das suas maçãs.
 Sempre que era apanhada a “mordiscar” maçãs, a mãe recorria a esta estratégia. Assim, Lourença foi-se habituando a comer as maçãs inteiras e resolveu-se o problema.

Eduarda Vieira - 7ºA



Certo dia, a irmã Marta e a mãe viram Lourença a ir à cozinha trincar uma maçã e a ir embora pousando-a outra vez na fruteira. A mãe disse, então, a Marta:
- Filha, já sei de uma maneira para Lourença parar de trincar as maçãs!
- Como, mãe? – perguntou Marta.
- À noite, quando a tua irmã adormecer, vou esconder todas as maçãs debaixo da minha cama, assim, ela não as encontra. – afirmou a mãe.
Assim foi.
Na manhã seguinte, quando Lourença acordou, foi à cozinha “ comer” uma maçã e reparou que estas não estavam na fruteira. Foi aí que começou a pensar: “ Ao pé do jardim, onde eu costumo ir, há uma macieira com maçãs muito vermelhas e brilhantes. Enquanto a mãe não comprar mais maçãs, vou lá comê-las! “ E foi o que ela fez.
Os dias foram passando e as maçãs continuavam a não aparecer em casa. Lourença continuava a ir à macieira buscar maçãs…
Passaram dias, anos e nada!
Algum tempo depois, quando a mãe de Lourença achava que já lhe tinha passado aquela “mania”, voltou a comprar maçãs e a pô-las na fruteira.
Lourença reparou e roeu uma. Não adivinhou que a mãe e a irmã estavam a ver.
A mãe resolveu, então, que não valia a pena continuar a tentar, porque já tinha constatado que a filha jamais perderia o vício.


Jacinta Oliveira - 7ºA